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29/05/26 às 19:04

Mato Grosso chama atenção dos EUA com avanço da produção de etanol de milho

Representantes do governo americano visitaram Imea para entender dados de produção de biocombustíveis.

Mato Grosso chama atenção dos EUA com avanço da produção de etanol de milho

Produção de etanol de milho em Mato Grosso deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos na safra 2025/26

Foto: Assessoria

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) recebeu nesta sexta-feira (29) a visita de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture – USDA). O encontro teve como objetivo promover a troca de informações sobre o mercado de biocombustíveis em Mato Grosso, especialmente no avanço da produção de etanol.
 
Participaram da visita Timothy O’Neil, economista de agricultura do USDA, e Thiemi Hayashi, especialista no agro. Eles foram recebidos pelo superintendente do Imea, Cleiton Gauer, que apresentou dados e projeções sobre o setor de etanol no estado, com destaque para o crescimento da produção a partir do milho.
 
De acordo com as estimativas do Imea, a produção de etanol de milho em Mato Grosso deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos na safra 2025/26, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já a produção de etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, crescimento de 1,37%. Juntos, os dois segmentos devem levar a produção estadual de etanol a 7,27 milhões de metros cúbicos, um aumento de 8,52% na comparação com a safra anterior.
 
As perspectivas para os próximos anos também foram apresentadas à equipe do Departamento de Agricultura dos EUA. As projeções do Imea indicam que Mato Grosso poderá alcançar a produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34. Isto é, o dobro do volume estimado para a temporada atual.
 
Para o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, a visita dos americanos reforça o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo instituto e amplia as oportunidades de intercâmbio técnico entre as instituições.
 
“Para nós, o principal é fortalecer um relacionamento construído ao longo do tempo. Essa foi a primeira visita que recebemos deles aqui no Instituto, mas já tivemos oportunidades de intercâmbio com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Esse reconhecimento demonstra que estamos no caminho certo, desenvolvendo estudos e informações de qualidade com os recursos que temos disponíveis”, destacou.
 
Segundo Cleiton, o encontro também permitiu apresentar aos representantes norte-americanos sobre os impactos do crescimento da produção brasileira no mercado internacional.
 
“Foi uma oportunidade de mostrar o que temos feito, entender os interesses deles e perceber o quanto acompanham de perto o desenvolvimento do setor não só do Brasil, mas do nosso estado. Houve questionamentos sobre os impactos do crescimento do etanol de milho, as exportações norte-americanas de etanol para o Nordeste brasileiro e como.

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